quarta-feira, 29 de agosto de 2012

♥ Maurício

Maurício...
O M é igual ao meu, e o sorriso dele é o que puxa o meu...
Ele dança, ele ri, ele me deixa brava, me deixa maluca mesmo!
Mas me deixa infinitamente feliz quando age sendo ele mesmo...
Meu namorado. 
Mal sabe ele o quanto gosto dele,  o quanto aquelas malditas borboletas
festeiras dançam em meu estomago cada vez que eu o beijo, 
não sabe ele o quanto sou louca pelo abraço dele, 
o quanto gosto das conversas das manhãs, 
o quanto o admiro ao ver a maneira que trata a vida.
Esse Sr. festeiro surgiu quando meu mundo desabou, 
ele apareceu na hora do abraço, e sem saber 
na hora que eu precisava ele falou a coisa certa.
Quem diria, que aquele  guri que dançava tanto, e
que tirava todo mundo do sério iria realmente fisgar meu coração.
Quando eu vi, eu já estava completamente apaixonada por ele.
Se somos parecidos? Acho que não...
Se rimos juntos? Sempre!
Ele sempre me surpreende, não espero muito, 
e ele sempre chega com aquele tipinho meio tímido
e quando vejo tomou conta de tudo.
ahhhhhhh eu o amo!
E como.
Eu passaria uma semana toda deitada no braço dele, 
e uma vida toda rindo das loucuras dele,
Ele é quem faz meu mundo colorido, quem pega tão fácil um pincel
e joga o verde chocante em tanto cinza que habita em mim.
E quando eu fico brava?
Não posso mentir, ele tem o dom de me desconcertar, 
de me fazer sorrir sem jeito...
Eu o amo.
Eu tenho já tenho saudade desde o momento
que ele pisa fora de casa, desde o momento que ele diz que precisa ir.
Eu sei que estou sendo imensamente insana, que quebrei várias regras
mas ele faz com que cada mínimo detalhe de insanidade valha a pena.
Pode o mundo me torturar, me julgar e dizer que não to certa
mas o que ele me faz sentir me faz tão distante disso tudo, 
me faz ir tão longe, deixando tudo isso tão minusculo...
Tudo que faço, tudo que penso, tudo que vejo, vejo ele, vejo agente.
Te amo meu Mau  ♥.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Certo dia meu pai me disse uma frase a qual eu jamais vou esquecer, outra dentre tantas que já gravei... Que por mais que a falta que minha vó faz seja dolorida exista algo que orgulha a todos de nossa família, a marca dos bons feitos que ela deixou. Não houve uma pessoa se quer que tenha dito algo ruim dela, até os que nem se davam conosco compareceram em seu velório, "Quem dera quando eu morrer eu saber que a maoiria lembrará de mim pelas coisas boas que fiz."
É, pode ser que hoje pensamos só em nosso futuro e tudo mais, e mesmo sabendo que o livro mais lembrado e antigo que existe é a bíblia e que nenhum artista resistiu muitas gerações vou tentar pelo menos ser bem lembrada por uma.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Ágape

Já tem um certo tempo que eu não escrevo, me falta inspiração, vontade e tempo.
Mas venho escrever novamente sobre minha amada vó...
Uns dias antes de ela ir para curitiba para fazer o implante das fontes safenas ela ficou internada no hospital da minha cidade, Turvo. Ela não podia se mover muito pois ela estava correndo muito risco de a qualquer momento sofrer um infarte então o médico que cuidava do caso dela a internou para que ficasse calma e não fizesse nenhum esforço físico já que essa mulher não conseguia ficar parada, confesso que na mesma tarde que ela fora para o hospital eu fui vê-la e durante minha ida, aquela subida do hospital eu senti um aperto no coração, ver ela deitada na cama do hospital me abateu muito, era como se tivessem diminuido o tamanho dela e roubado alguns quilos, segurei a mão dela, não consegui evitar que uma lágrima caisse, eu tive muito medo de perdê-la. Durante nossa conversa ela demonstrou o medo que sentia de dormir sozinha no hospital, depois de algumas irritações somente da minha parte com as enfermeiras consegui então passar aquela noite com ela, e foi a ultima vez que dormi do ladinho da minha avô, antes de dormir ela pediu que eu lê-sse para ela, a vô Santa havia trazido um livro de casa, Ágape era o nome, mal sabia eu o quanto ficaria marcado em minha vida aquela palavra...      Eis o significado de tal "Ágape é o amor incondicional, o amor generoso, o amor sem limites; puro e livre!" Assim que comecei a ler ela perdeu o sono e começou a me contemplar lendo, confesso que eu estava com muito sono e gaguejava por ler rápido demais, certa hora da leitura ela segurou minhas mãos e sorrindo me disse que o amor que ela sentia por mim era Ágape,  eu disse a ela que o meu por ela era também, ahh como eu queria reviver esse momento... O livro foi claro, Ágape é o amor que sentimos incondicionalmente, é o tipo de amor que não esperamos nada em troca, não exigimos mudanças e não necessitamos das mesmas para que possamos amar, pode ser que naquele dia eu tenha entendido o que o livro dizia mas hoje compreendo melhor do que ninguém, eu li o amor que minha vó sentia, eu apenas achei um registro que explica o que minha vó compreendia e a forma que amava, não era para ela que eu lia, foi para eu que eu li. Infelizmente nesta noite que eu fiquei com ela no hospital minha disposição permitiu que eu lê-sse apenas até a página cinquenta e eu prometi para ela que eu ia ler na recuperação dela após a cirurgia, quando ela voltasse de curitiba, bom como vocês entendem ela não voltou com vida, hoje, 2 meses e vinte dias depois de sua partida eu tive coragem de continuar a leitura, mas é algo repetitivo pois esse tal do amor Ágape eu aprendi desde meu nascimento, aprendi em cada gesto de compreenção, de devoção e de perdão que minha vó me ensinou na prática...

Vó, eu te amo muito.