terça-feira, 8 de maio de 2012

O portal perdido /Parte 01

Para Aléssio:  

 Há mais de 1000 anos Fortén, soldado do reino dos mundos, perdeu o controle dos portais do tempo deixando sem querer que os mesmos se perdessem pelos mundos dos quais cuidava. Alguns dos portais foram perdidos nos oceanos, outros caíram dentro de um grande vulcão e um, para a infelicidade do soldado, caiu em terra firme.
  Ao certo somente o soldado sabia como ativar um portal, já que somente este foi ensinado pelo Deus do tempo como viajar e o quanto custaria usar dos serviços do portal.

    Certa manhã Rayana caminhava em direção a uma pilha de lenha com a finalidade de pegar algumas toras finas para a mãe colocar na lareira naquela manhã fria de inverno, andou alguns metros até que suas pernas se acostumaram com as gotas geladas do orvalho matinal. Próxima a pilha de lenha havia algo que sempre chamava a atenção de Rayana, um poço aberto. Como de costume Rayana foi até a borda do mesmo e lá ficou contemplando o seu reflexo, ela sabia que era perigoso e sempre escutava broncas do pai quando o mesmo a via fazendo aquilo, mesmo assim a menina gostava de olhar pras profundezas. Deu um sorriso e o reflexo retribuiu, fez algumas caretas e sorriu vendo tudo se repetindo lá em baixo e assim saiu dali para pegar a lenha. Pegando as lenhas mais finas e abraçando o que podia para poupar o trabalho de ter que voltar pra pegar mais Rayana voltou pelo caminho feito só para passar próxima ao poço mas algo despertou mais o interesse dela do que de costume, de dentro do poço uma claridade azul apareceu e sumiu rapidamente, Rayana mais do que apressada largou a pilha de lenha e foi em direção ao poço, chegando lá e se escorou na beirada do mesmo contemplou somente o próprio reflexo e viu que nada havia de anormal por ali, por alguns segundos ela ficou apenas olhando, intrigada com o que havia visto anteriormente ela nem fez caras e bocas apenas olhava, mas para seu espanto algo apavorante aconteceu o reflexo dela começou a sorrir pra ela, num pulo Rayana deu três passos de distância do poço sentiu uma mão apoiar seu ombro e então se virou e contemplou ela mesma com alguma diferença, a Rayana estranha apenas sorriu e disse:
_Faça valer a pena! _E num forte empurrão jogou a Rayana normal contra o poço.
 E como num Túnel sem fim e sem luz no final Rayana caiu por um tempo que parecia horas até bater a cabeça em alguma pedra e cair num sono profundamente pesado.

Nenhum comentário:

Postar um comentário