sexta-feira, 4 de maio de 2012

19-02-2011

   É o mais belo em minha opinião, o céu que eu contemplo, sob as estrelas que aparecem ao meio das nuvens junto da lua embaçada, que mesmo tendo o bloqueio das nuvens carregadas que tendem a derramar na terra suas lágrimas, permanece a esbanjar o brilho que lhe fora concedido pelo sol. E eu aqui sem conseguir ao menos explicar o turbilhão de sentimentos que eu sinto nesse silêncio, nessa calma.
   Eu caminharia incansavelmente acompanhada pelas estrelas nas rodovias que, vista por bons olhos, mágica, embalada pelo canto das cigarras e pelo coaxar dos sapos que se escondem entre os pés de arroz e neste silêncio das vozes que se calam, dos carros que se acalmam, é neste frio que meu calor brota para contemplar o que Deus nos deu e que o homem jamais será capaz de bloquear... É neste momento que me sinto livre das vozes que tanto me chamam, das opiniões que tanto me condenam, neste instante meu coração se abre se enche de saudade e se desmancha na maldade dos que não sabem viver e tentam limitar os que vivem e preservam uma alma pura.
  O céu mais belo é este que eu contemplo que permanecerá em meus olhos até a hora que me apago.


Palavrinhas que eu achei no meu diário do ano passado, escritas na data no título demonstrada, época em que eu morava com minha madrinha, namorava, ignorada pelo meu herói, e que me encontrava na época mais perdida da minha vida... Época em que o que me restava de bom no dia era chegar da facul me sentar na calçada escutando uma boa e marcante música  e contemplar as estrelas.
Ainda bem que hoje em dia existem mais do que as estrelas de bom para eu contemplar.

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