quarta-feira, 30 de maio de 2012

Sentimentos por uma Guerreira.


Eu queria que todos saíssem de lá! Que aquele povo falante calasse a boca e me deixasse conversar com ela. Seu corpinho magro e abatido estava gelado, em  sua face prevalecia a seriedade, a gélida expressão da morte, seu caixão fora azul e branco, digino de sua pureza, de sua essência suave, na tampa a imagem do Imaculado Coração de Maria, Aquela que você era tão devota. Suas unhas pintadas com um rosa cintilante, assim como eu queria que fosse, seus cabelos jogados para atrás, e seus sinais perfeitamente visíveis, principalmente o sinal azul que eu tanto era sismada, mas sua pele estava gelada igual a um mármore, tentaram aquecer sua mão, até que ficava em quentinha, porém logo esfriava novamente.
Foi muito triste ter que ler sua homenagem, e te agradeço por ter me dado forças para ler! Foi muito triste a caminhada que acompanhou seu caixão até sua última morada.
Agora estou aqui, sem sono, sem vontade de fazer qualquer coisa, aliás eu tenho sim uma enorme vontade, a de te abraçar bem forte, e te beijar bastante! Por Favor Vó, me visite em meus sonhos para que eu tenha um gostinho de você!
Vó, eu te amo muito...

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Homenagem da Vó Santa.

    


      Em 16 de setembro de 1944 nasceu Santina Silveira Dos Santos filha de Olino Manoel Silveira e Joana Ferreira Silveira, na localidade de Pontão no município de Stª Rosa do Sul-SC, onde viveu até os 7 anos quando mudou-se juntamente com a família para a comunidade de Boa Vistinha-Turvo, onde passou sua infância e juventude. Durante sua juventude conheceu Luiz Manoel dos Santo, mais conhecido como Lula, com quem namorou por 8 anos e casou-se quando tinha 22 anos, passando então a residir em Itoupava-# -Turvo.
     Durante esta união constituíram uma bela família, da qual nasceram 4 filhos; O Eduardo, A Mª Aparecida, O Roberto e a Daniela. Nesta trajetória tiveram muitos momentos de alegria e tristezas como na enchente de 1974 quando com amor e união recomeçaram a sua luta.
     Dona Santa possuía muitos sonhos, dentre eles o de possuir uma família unida e feliz. Os filhos cresceram, tornaram-se adultos e casaram-se trazendo a esta família os novos integrantes, os netos ; Marílis, Luiz Antônio, Wlademir, Bruno, Gabriela, Mª Eduarda, Thiago e José Luiz, estes que contaram com o amor incondicional da vó Santa em suas formações.
    Muito religiosa e com uma disposição sem tamanho, não media esforços para ajudar a comunidade, realizou mais um sonho no ano de 2004 quando a igreja da Itoupava # fora inaugurada. Sempre ativa na comunidade, em frente as organizações, uma delas o Apostolado da Oração, uma de suas vocações. Outro sonho que sempre cultivou foi o de se formar Ministra Da Eucaristia, concretizando o mesmo em dezembro de 2006, atuando até quando a saúde permitiu.
    Dona Santa nos deixou muitos ensinamentos de amor, união e perseverança. Foi boa filha, esposa, mãe, sogra, vó, amiga e por diversas vezes professora, enfim, não media esforços para ajudar o próximo. Diante das situações difíceis sempre tinha fé e encontrava as palavras certas para tranquilizar quem precisa-se.
   Sempre com seu jeitinho, tinha uma boa mão para dar ponto ao bolo que desandava, concertando as costuras que as amigas não davam conta e até mesmo dando ponto ao sabão das vizinhas.
   Que tenhamos o bom senso de cultivar o que ela sameou, ajudar o próximo como ela ajudou, de manter a fé como ela sempre manteve e diante de sua falta, tendo em nossos corações esse vazio, que tenhamos a confiança que ela sempre em Deus.
Que não seja em vão sua luta.

  16/09/1944
  26/05/2012

terça-feira, 8 de maio de 2012

O portal perdido /Parte 01

Para Aléssio:  

 Há mais de 1000 anos Fortén, soldado do reino dos mundos, perdeu o controle dos portais do tempo deixando sem querer que os mesmos se perdessem pelos mundos dos quais cuidava. Alguns dos portais foram perdidos nos oceanos, outros caíram dentro de um grande vulcão e um, para a infelicidade do soldado, caiu em terra firme.
  Ao certo somente o soldado sabia como ativar um portal, já que somente este foi ensinado pelo Deus do tempo como viajar e o quanto custaria usar dos serviços do portal.

    Certa manhã Rayana caminhava em direção a uma pilha de lenha com a finalidade de pegar algumas toras finas para a mãe colocar na lareira naquela manhã fria de inverno, andou alguns metros até que suas pernas se acostumaram com as gotas geladas do orvalho matinal. Próxima a pilha de lenha havia algo que sempre chamava a atenção de Rayana, um poço aberto. Como de costume Rayana foi até a borda do mesmo e lá ficou contemplando o seu reflexo, ela sabia que era perigoso e sempre escutava broncas do pai quando o mesmo a via fazendo aquilo, mesmo assim a menina gostava de olhar pras profundezas. Deu um sorriso e o reflexo retribuiu, fez algumas caretas e sorriu vendo tudo se repetindo lá em baixo e assim saiu dali para pegar a lenha. Pegando as lenhas mais finas e abraçando o que podia para poupar o trabalho de ter que voltar pra pegar mais Rayana voltou pelo caminho feito só para passar próxima ao poço mas algo despertou mais o interesse dela do que de costume, de dentro do poço uma claridade azul apareceu e sumiu rapidamente, Rayana mais do que apressada largou a pilha de lenha e foi em direção ao poço, chegando lá e se escorou na beirada do mesmo contemplou somente o próprio reflexo e viu que nada havia de anormal por ali, por alguns segundos ela ficou apenas olhando, intrigada com o que havia visto anteriormente ela nem fez caras e bocas apenas olhava, mas para seu espanto algo apavorante aconteceu o reflexo dela começou a sorrir pra ela, num pulo Rayana deu três passos de distância do poço sentiu uma mão apoiar seu ombro e então se virou e contemplou ela mesma com alguma diferença, a Rayana estranha apenas sorriu e disse:
_Faça valer a pena! _E num forte empurrão jogou a Rayana normal contra o poço.
 E como num Túnel sem fim e sem luz no final Rayana caiu por um tempo que parecia horas até bater a cabeça em alguma pedra e cair num sono profundamente pesado.

Que você segure por muito mais tempo a minha mão.

É minha base, sempre será minha mãe.

domingo, 6 de maio de 2012

‎[...] O que os Deuses me segredam no coração há de cumprir-se, ainda que eu não seja vidente de aves nem conheça o sentido de seus vôos. [...]
( Homero. ODISSÉIA.)

sexta-feira, 4 de maio de 2012

19-02-2011

   É o mais belo em minha opinião, o céu que eu contemplo, sob as estrelas que aparecem ao meio das nuvens junto da lua embaçada, que mesmo tendo o bloqueio das nuvens carregadas que tendem a derramar na terra suas lágrimas, permanece a esbanjar o brilho que lhe fora concedido pelo sol. E eu aqui sem conseguir ao menos explicar o turbilhão de sentimentos que eu sinto nesse silêncio, nessa calma.
   Eu caminharia incansavelmente acompanhada pelas estrelas nas rodovias que, vista por bons olhos, mágica, embalada pelo canto das cigarras e pelo coaxar dos sapos que se escondem entre os pés de arroz e neste silêncio das vozes que se calam, dos carros que se acalmam, é neste frio que meu calor brota para contemplar o que Deus nos deu e que o homem jamais será capaz de bloquear... É neste momento que me sinto livre das vozes que tanto me chamam, das opiniões que tanto me condenam, neste instante meu coração se abre se enche de saudade e se desmancha na maldade dos que não sabem viver e tentam limitar os que vivem e preservam uma alma pura.
  O céu mais belo é este que eu contemplo que permanecerá em meus olhos até a hora que me apago.


Palavrinhas que eu achei no meu diário do ano passado, escritas na data no título demonstrada, época em que eu morava com minha madrinha, namorava, ignorada pelo meu herói, e que me encontrava na época mais perdida da minha vida... Época em que o que me restava de bom no dia era chegar da facul me sentar na calçada escutando uma boa e marcante música  e contemplar as estrelas.
Ainda bem que hoje em dia existem mais do que as estrelas de bom para eu contemplar.