terça-feira, 3 de janeiro de 2012

História Antiga

     Eram mais ou menos dez horas da manhã, eu tinha 13 anos ainda, estávamos meu pai e eu numa grampeação de fumo, era verão, era 30 de dezembro, eram as minhas férias e se tudo desse certo terminaríamos a grampeação de fumo antes das quatro da tarde. Celular tocou, era a madrinha Cida, irmã do meu pai, minha madrinha de consagração, e estava a me convidar para ir num Show, o show da Ivete Sangalo, e eu não muito entusiasmada pelo cansaço aceitei sem pensar muito. Mal sabia eu que esse dia ficaria marcado em meu coração (será só imaginação?).
    Primeiro fomos para a casa dos meus familiares na praia, o show seria num lugar chamado Caverá, na arena de show's melhor dizendo, saimos de casa as dez horas da noite, fomos meu padrinho, minha madrinha, o cunhado e concunhada dela e eu, 5 pessoas totalmente cansadas e sem muita animação. Para começo de show foi aquela demora toda, aquela falta de empolgação, minha pernas, braços doíam e minha cabeça só pensava uma coisa " O que eu vim fazer aqui?" Porém lá pelas tantas, mais ou menos meia noite e meia eu vi pela primeira vez ele. Ele era alto, tinha pele branca, um corpo nem magro e nem gordo, tinha sobrancelhas grossas, olhos castanhos, usava o aparelho móvel, tinha um lindo sorriso, vestia uma camisa preta com um desenho de dragão amarelo no peito e então ele me viu olhando para ele sendo que eu não consegui mais parar de olhar e nem ele parou de olhar pra mim, estávamos a mais ou menos a 4 metros, três pessoas de distância, ele veio em direção aonde eu estava, mas eu tendo apenas 13 anos, sendo criada como fui até os 16, minha madrinha percebeu e olhou pra ele mostrando que ela segurava minha mão até hoje eu não consigo pensar no que ele pensou, ele voltou pra trás no mesmo instante, mas não saiu do lugar. Os amigos dele até foram pra perto do palco e ele permaneceu ali, me olhando e eu olhando pra ele, foi algo bem emocionante, algo que nunca mais me ocorreu,  eu nunca senti o que eu senti naquele dia, meu coração até hoje não disparou como o fez naquele dia, era como se eu conhece-se ele a anos, era como se eu tivesse longas conversas com ele desde sempre. As horas viraram breves minutos e tudo passou muito rápido...

       Era a última música, meu padrinho anunciou que iriamos embora, assim fizemos, caminhamos até o estacionamento, dei a minha ultima olhada para aquela multidão toda para gravar bem aquela imagem e então foi onde eu o vi pela ultima vez, ele havia nos seguido até ali, parando perto de uma cerca que separava o estacionamento do povão. Ele sorriu, eu sorri e assim nos despedimos.
Inesquecível.

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