domingo, 25 de setembro de 2011

Lições quase invisíveis.

Estava eu andando na praça voltando para a casa, chateada, de mal humor e reclamando, então começou a chover, fininho, mais começou e eu então explodia de uma raiva silenciosa meus passos pareciam não ser o suficiente, meu tempo de "sobra" noturno parecia ter ficado pouco sentia as gotas de água percorrerem até meu pescoço, ahhh que raiva! não tem coisa que me deixe mais incomodada que isso mas como Deus é pai e não é padrasto, observei então na rodoviária duas crianças, índios, brincando sentadinhos ao lado de uma goteira de colocar a mão entre as gotas de água sem que molhassem a mão, era uma disputa! Eles riam gostosamente e caçoavam uma da outra de molhassem as mão, obviamente eles já estavam bem molhados havia uma senhora sentada ao lado de uma pilha de balaios que não parecia nem reparar nas crianças, ela olhava tristemente para as poças de água e me olhou por instantes e depois contemplou os próprios pés, como eu pude ser tão idiota a ponto de estar com tanta raiva da chuva, do dia, da correria, eu estava com raiva das coisas que aquela gente gostaria de ter, a segurança de ter onde dormir, de ter o que comer, do salário no começo do mês de todos estes detalhes que a detalhista aqui esquece de reparar, o riso daquelas crianças ecoam na minha memória, se existe luz no fim do túnel a minha era composta de risos infantis. 

Não sou a única que reclama de coisas assim, espero que todos que reclamem como eu reclamei tenham a oportunidade de se maravilhar com aqueles sorrisos, sinceros e gostosos. Proporcionando assim uma visão do quanto somos sortudos de termos acessos a tantas coisas que se enquadraram em nossa vida tornando partes invisíveis por ex: internet, telefone, casa, comida, emprego entre outros. Jamais se esqueça de agradecer, agradecer a toda a sua educação, sua estrutura e a Deus que lhe permitiu nascer e desfrutar disto tudo.

 

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